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ONELIFE #36 – Brazilian

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Land Rover’s Onelife magazine showcases stories from around the world that celebrate inner strength and the drive to go Above and Beyond. This special issue of Onelife marks Land Rover’s 70th anniversary – a celebration of unparalleled achievement and pioneering innovation. We bring you the incredible story of how we reunited an original 1948 car with its former owners, as well as looking back at Land Rover vehicles’ most intrepid expeditions around the globe.

O MUNDO DA AVENTURA “

O MUNDO DA AVENTURA “ A C H E I Q U E E R A U M V E Í C U L O SIMPLESMENTE FANTÁSTICO.” GAVIN THOMPSON Castelo de Eastnor, Ledbury, Reino Unido. Estamos no fim de dezembro de 2017, e um Range Rover do começo de 1971 reencontra seu primeiro motorista. No entanto, não se trata de um Range Rover qualquer, e Gavin Thompson não é um motorista qualquer. O VXC 765K participou da Expedição British Trans- Americas e foi um dos dois primeiros veículos a percorrerem toda a Rodovia Pan-Americana, de 30.000 quilômetros, o que incluiu cruzar o famigerado Estreito de Darién, entre 1971 e 1972. Alto e de olhar firme, brincalhão e direto, Gavin Thompson foi um dos intrépidos integrantes. Em 1968, ele estava servindo o exército britânico na Alemanha. Conhecido no regimento como “Wheels” (“Rodas”, em inglês), por ter aprendido a dirigir aos quatro anos de idade, foi incumbido de “arrumar” o setor de transporte motorizado do regimento. Era o início de um longo relacionamento com o Land Rover, veículo preferencial do setor. Foi essa combinação das habilidades dele ao volante, acesso a um Land Rover novinho em folha e um talento inato para fazer contatos que levaria à inscrição, mediante convite, no rali Londres- Sydney de 1968. Apesar de a tração nas quatro rodas ter sido removida (porque o rali a tinha considerado “desleal”), o Land Rover guiado por Gavin se saiu bem. Logo depois, em meados de 1970, o novo e revolucionário Range Rover foi lançado e recebeu consagração universal. Com um argumento de vendas digno das grandes produções teatrais londrinas, “O Carro para Todas as Intenções” definiu novos padrões, e um certo Gavin Thompson foi fisgado logo de cara por esse SUV de luxo realmente vanguardista. Ele conta, empolgado: “Achei que era um veículo simplesmente fantástico.” Acima: o par de Range Rovers da expedição se saiu bem em toda a exigente jornada de 30.000 quilômetros, especialmente no Estreito de Darién. À direita: 45 anos depois, Gavin Thompson se sente à vontade guiando mais uma vez o VXC 765K no Castelo de Eastnor, mesmo lugar onde protótipos do Range Rover foram testados no fim dos anos 1960. Sem sombra de dúvida, foi devido à rede de contatos de Gavin que ele foi procurado pelo Comitê da Expedição British Trans-Americas, chefiado pelo major do exército John Blashford-Snel, o qual lhe pediu que montasse uma equipe para dirigir do Alasca ao Cabo Horn. Um porém: o Estreito de Darién, entre o Panamá e a Colômbia. Conhecido na região como “El Tapón” ou “O Tampão”, esse estreito de 160 quilômetros era (e é) um trecho de floresta tropical em grande parte intransitável, repleto de matas e vida selvagem. Não há pontes, estradas ou trilhas apenas vegetação rasteira densa e interminável. No papel e, como se constatou, no terreno, o Range Rover tinha tudo que era necessário para a tarefa. Ao falar com o então presidente do conselho da companhia automobilística British Leyland, Lorde Stokes, Gavin explicou por que queria Range Rovers na expedição, dizendo que eles ofereciam “um potente motor V8 a gasolina, suspensão com molas de longo curso líder da categoria e níveis inéditos de conforto para o motorista e os passageiros” e que eram “rápidos pra danar”. Na selva, o carro também seria testado como nunca, algo essencial para não deixar nenhuma dúvida quanto às capacidades do novo veículo. Para a expedição, dois Range Rovers receberam argolas de reboque resistentes, barras de proteção sob medida e um revestimento para o tanque de gasolina. Um guincho cabrestante acionado pelo motor também foi instalado em cada veículo. Para aumentar o espaço de carga, o banco traseiro foi reduzido a um assento individual. Homem de cavalaria, Gavin insistiu que os veículos fossem pintados de azul e branco, as cores do regimento. Em dezembro de 1971, os dois veículos seguiram de avião até Anchorage, e a expedição começou. Percorrendo uma média de 800 quilômetros por dia, FOTOS: BRITISH MOTOR MUSEUM HERITAGE TRUST (4) 46

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